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Governo Central apresenta superavit de R$ 1,5 bilhão em março

29/04/2015 - O Governo Central (Banco Central, Previdência Social e Tesouro Nacional) apresentou superavit fiscal de R$ 1,5 bilhão em março. No trimestre, a economia para o pagamento da dívida chega a R$ 4,7 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), nesta quarta-feira (29/04).

De acordo com o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, esse resultado é uma sinalização do esforço fiscal feito pelo governo. "É uma reversão importante em relação a fevereiro [quando houve deficit de R$ 7,4 bilhões]", acrescentou.

Em março, houve aumento real nas receitas do Tesouro Nacional de 4,7%, frente ao mês anterior, e uma queda de 5,4% sob o mesmo período do ano passado. "A contração da economia refletiu nas receitas arrecadadas", ponderou Saintive.

Já as despesas do Tesouro cresceram 5,2%, em comparação com fevereiro, e caíram 6,9% em relação a 2014. Nos três primeiros meses de 2015, as despesas totais do governo caíram 0,8%, em termos reais, enquanto as do Tesouro se reduziram 4,3% e as discricionárias, 7,4%. "Nas despesas discricionárias conseguimos fazer um melhor controle dos gastos", justificou.

Ao apresentar o resultado, o secretario explicou que diversas despesas do início do ano foram contratadas em 2014, por isso, a revisão de determinados contratos "leva certo tempo". "Entretanto, a queda real nas despesas sinaliza o nosso esforço para consolidar o ajuste fiscal. Todos os indicativos mostram que o governo está caminhando para o equilíbrio das contas públicas", frisou.

Segundo Marcelo Saintive, o Tesouro trabalha na estratégia de adequar as despesas de 2015 ao nível de 2013. "Este foi uma ano de razoável equilibro nas receitas e despesas".
Questionado sobre a meta fiscal para o setor público, voltou a afirmar que ela permanece nos moldes fixados na Lei de Diretrizes Orçamentária (R$ 66, 3 bilhões). "A meta fixada na legislação é nominal, mas a equipe econômica persegue 1,2% do PIB, que é um pouco maior, pois entendemos que ela é importante para reverter o quadro do país".

O secretario ainda ressaltou que este é o início do ajuste fiscal. "São três meses de resultados que é importante para uma agenda de crescimento futuro do país", concluiu.

Fonte: ACS/MF.