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Itaú Asset Management inaugura negociações para o ETF de Renda Fixa, IMAB11

Produto inovador alia oportunidade de diversificação e facilidade de investir em uma cesta de títulos públicos por meio de um fundo de investimento.
 
Após ter conquistado, em setembro de 2018, o mandato para gestão do primeiro ETF de renda fixa do Brasil apoiado pelo Tesouro Nacional, a Itaú Asset Management inaugura as negociações do IMAB11 em evento de "Ring the Bell" na B3, dia 20/5. O IMAB11 é fruto de uma iniciativa inovadora do Banco Mundial chamada ID ETF e o Brasil será a primeira experiência do programa em todo mundo. 
 
O período de oferta pública durou de 08/04 até 17/05 com reservas sendo feitas até 29/04 quando foram coletados compromissos de investimento. A demanda dos investidores pelo produto superou em larga escala a expectativa de colocação mínima de R$ 300 milhões atingindo R$ 2,3 bilhões. O volume de colocação final foi de aproximadamente R$ 2 bilhões.
 
Para Rubens Henriques, CEO da Itaú Asset Management, o êxito da operação está em linha com os objetivos da gestora de recursos do Itaú Unibanco e consolida a Itaú Asset como maior player de ETFs no Brasil: "A oportunidade de inaugurar nossa oferta de ETFs de Renda Fixa como parte de uma iniciativa pioneira do Banco Mundial a colaboração do Tesouro Nacional fez total sentido na estratégia de longo prazo da Itaú Asset Management de prover alternativas de investimento eficientes para os clientes em todas as classes de ativos. ", ressalta. 
 
O IMAB11 é o primeiro fundo desta categoria a ser lançado dentro do programa ID ETF do Banco Mundial, que foi desenhado para fomentar o desenvolvimento do mercado de capitais de países emergentes. No Brasil, a iniciativa foi desenvolvida em conjunto com o Tesouro Nacional.
 
Na avaliação do Tesouro Nacional, o lançamento do IMAB11 representa importante marco no processo de desenvolvimento do mercado de capitais do Brasil. Essa inovação financeira tem potencial de elevar a liquidez, a transparência e, consequentemente, a eficiência na formação dos preços dos títulos. Adicionalmente, estimula a formação de poupança de longo prazo, fator crucial para o desenvolvimento sustentável do país. O produto contribui ainda para democratizar o acesso a uma opção eficiente de investimento em renda fixa, visto que estará acessível para todos os perfis de investidores.
 
Para José Franco, Subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, o ETF de Renda Fixa funciona como um elo entre os mercados de títulos públicos e de renda variável, negociado em Bolsa. "Com o lançamento do IMAB11, ETF de títulos públicos atrelado à inflação, a sociedade ganha uma opção de investimento democrática e de baixo custo, aliando a segurança oferecida por um título público à transparência e agilidade proporcionada pela negociação em bolsa".
 
"Para o Banco Mundial, o lançamento do IMAB11 no Brasil é a conclusão da primeira etapa de um trabalho iniciado há oito anos com a criação de um produto inovador. Estamos confiantes de que ele contribuirá para o desenvolvimento do mercado de títulos em moeda local e servirá de exemplo e inspiração para a adoção do produto por outros países. Apoiar o desenvolvimento do mercado de capitais globalmente é parte do nosso mandato para aliviar a pobreza extrema e promover a prosperidade compartilhada", ressalta Anderson Caputo Silva, Gerente Global de Finanças de Longo Prazo do Banco Mundial. 
 
O IMAB11, ticker de negociação, tem como objetivo replicar a carteira teórica do IMA-B (Índice de Mercado Anbima), formado por títulos públicos indexados ao IPCA. Além de oferecer o acesso a uma carteira diversificada em títulos Tesouro IPCA, o IMAB11 conta com a taxa de administração mais baixa do mercado de ETFs de Renda Fixa (0,25% a.a.). Além disso, o investidor do IMAB11 poderá contar com a transparência de um produto negociado em bolsa e que possui liquidez diária.
 
Outro diferencial do produto está na tributação. O prazo médio do IMAB11 viabiliza ainda uma alíquota de imposto de renda de 15%, a qualquer momento, com retenção na fonte no momento da venda. O IMAB11 fica livre da incidência do chamado "come-cotas" e de IOF.  
 
Para Gilson Finkelsztain, presidente da B3, a parceria deixa à disposição das corretoras e bancos mais um produto com foco nos investidores institucionais (assets, fundações e investidores estrangeiros) e investidores pessoas físicas. "A B3 enxerga um grande potencial no mercado de ETFs. Pensando nisso, nos últimos anos, trabalhamos em diversas iniciativas para potencializar o lançamento de ETFs de renda fixa na B3. Empréstimo de cotas e aceitação de suas cotas como garantia, são projetos que estão previstos em nosso roadmap de produtos para esse ano", afirma Finkelsztain.  
 
Acompanhando as tendências internacionais, a Itaú Asset Management foi pioneira na gestão de ETFs no Brasil, com lançamento do PIBB11 em 2004. Atualmente, a gestora de recursos do Itaú Unibanco possui nove fundos listados na B3, com destaque para o BOVV11 e agora o IMAB11. 
 
A Itaú Asset Management vê o mercado de ETFs no Brasil com grande potencial. Essa indústria cresce localmente a uma taxa média anual de cerca de 18%, contra 13% do total da indústria local de fundos.  
 
Sobre o projeto ID ETF
A iniciativa ID ETF é um exemplo do trabalho que o Banco Mundial realiza ajudando os países clientes no desenvolvimento de mercados de capitais mais eficientes, transparentes e acessíveis. O ID ETF representa uma abordagem transversal para o desenvolvimento do mercado de capitais em vários blocos de desenvolvimento: fornecendo soluções para financiamento de longo prazo para setores estratégicos, ajudando a criar uma estrutura legal e regulatória, fornecendo ferramentas de gerenciamento de risco e promovendo estabilidade financeira. Além disso, a iniciativa é importante para o Banco Mundial por seu papel de apoiar os mercados de títulos domésticos globalmente como parte do mandato da organização para promover o desenvolvimento econômico.