Regras do Tesouro Direto - Descontinuada

 

Aqui você encontra informações sobre limites de compra e venda, preço dos títulos, horário de funcionamento e tudo mais que você precisa saber sobre o Tesouro Direto.

Introdução

Em 7 de janeiro de 2002, o Tesouro Nacional, em conjunto com a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia – CBLC (incorporada pela BM&FBOVESPA, em novembro de 2008) criou o Tesouro Direto, programa que possibilita a aquisição de títulos públicos por pessoas físicas diretamente pela Internet. O Programa tem como objetivos democratizar o acesso a investimentos em títulos federais, incentivar a formação de poupança de longo prazo e fornecer informações sobre a administração e a estrutura da dívida pública federal brasileira.

Anteriormente à criação do Tesouro Direto, você só podia comprar títulos públicos indiretamente por meio da aquisição de cotas de fundos de investimento. Neste tipo de investimento, as instituições financeiras funcionam como intermediários ao adquirirem os títulos públicos, que compõem as carteiras dos fundos, com os recursos oriundos de suas aplicações. No caso do Tesouro Direto, você pode comprar diretamente os títulos que desejar, com redução do custo de intermediação.

Os títulos públicos são ativos de renda fixa, ou seja, seu rendimento pode ser dimensionado no momento da aplicação, ao contrário dos ativos de renda variável (como ações), cujo retorno não pode ser estimado no instante da aplicação. Dada a menor volatilidade dos ativos de renda fixa frente aos ativos de renda variável, este tipo de investimento é considerado mais conservador, ou seja, de menor risco.

O investidor deve escolher, entre os títulos ofertados, aqueles cujas características sejam compatíveis com o seu perfil e com o objetivo de seu investimento. Existem títulos prefixados, cuja taxa de rentabilidade é determinada no momento da compra. Existem também títulos pós-fixados, cujo valor do título é corrigido por um indexador definido, como os títulos remunerados por índices de preços e indexados à taxa de juros básica da economia, a Selic. Os títulos podem ser ainda de curto, médio ou longo prazo, e realizar ou não pagamento de cupom semestrais de juros. Os títulos públicos vendidos no Tesouro Direto são emitidos pelo Tesouro Nacional, de forma escritural (meio eletrônico) e custodiados por Central Depositária especializada e habilitada da BM&FBOVESPA.

Títulos públicos são considerados os ativos de menor risco da economia de um País, e são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional. O Brasil possui excelente reputação de emissor, sendo que seus títulos são considerados Grau de Investimento pelas três maiores agências de classificação de risco.

Requisitos Básicos

Estão aptos a adquirir títulos públicos no Tesouro Direto os investidores que possuam Cadastro de Pessoa Física – CPF e tenham conta corrente ou conta poupança em alguma instituição financeira.

Cadastramento para Compra de Títulos Públicos no Tesouro Direto

Os investidores que desejam adquirir títulos públicos no Tesouro Direto devem se cadastrar em alguma instituição financeira (agente de custódia) habilitada. Para se cadastrar, você deve entrar em contato com a instituição financeira escolhida, fornecer as informações solicitadas e enviar a documentação exigida.

Em seguida, você irá receber da BM&FBOVESPA senha provisória no endereço eletrônico informado em seu cadastro, sendo integralmente responsável pelo seu uso e manutenção do seu sigilo. Essa senha é o meio de acesso à área restrita do site do Tesouro Direto, onde são realizadas as operações de compra e venda, assim como consultas a saldos, extratos, etc. Se a sua instituição financeira for um agente integrado, a depender de sua política, as compras somente poderão ser feitas no site da instituição, mas o acesso à área restrita do site do Tesouro Direto permanece para consultas complementares. O login de acesso à área restrita do site do Tesouro Direto é o próprio CPF do investidor. Neste primeiro acesso, o próprio sistema solicitará a digitação de nova senha, que será a senha definitiva para operar no Tesouro Direto. Caso queira alterar suas informações cadastrais, você deverá efetuar a solicitação de alteração à sua instituição financeira e apresentar a documentação solicitada.

As alterações de endereço eletrônico e senha poderão ser realizadas por você mesmo, diretamente na área restrita do site do Tesouro Direto.

Horário de funcionamento

O site do Tesouro Direto e dos Agentes Integrados ficam disponíveis para consulta 24 horas por dia, 7 dias por semana. Os investidores podem realizar compras no Tesouro Direto todos os dias, entre às 9 horas de um dia às 5 horas do dia seguinte. Nos fins de semana, é possível comprar e vender no Tesouro Direto entre às 9 horas de sexta-feira e às 5 horas de segunda-feira, ininterruptamente.

Nos dias úteis, entre às 5 horas e às 9 horas, o Tesouro Direto fica fechado para manutenção do sistema. Nos dias úteis, ocorrem ajustes nas cotações dos títulos disponíveis para compra e venda e nesses períodos o sistema fica temporariamente suspenso. Esses ajustes em geral duram poucos minutos e ocorrem nos intervalos de 09h00 às 09h30, de 14h30 às 15h00 e de 17h30 às 18h00.

Segundo o Regulamento, as compras poderão ser suspensas ao longo do dia, por tempo indeterminado, caso o Tesouro Nacional julgue conveniente devido às condições de mercado. O objetivo dessas suspensões é proteger o investidor de grandes oscilações nos preços dos títulos públicos em um curto espaço de tempo e evitar que transações sejam feitas sob preços defasados ou descolados dos negociados no mercado.

Em relação à recompra dos títulos feita pelo Tesouro Nacional, o investidor pode vender os seus títulos todos os dias úteis, das 18 horas de D0 às 5 horas de D+1. Nos fins de semana e feriados, você poderá vender seus títulos em qualquer horário. Em todos os casos, as transações serão executadas utilizando os últimos preços de fechamento de mercado disponíveis.

Sua transação será processada no dia útil posterior à ordem de venda, (D+1), quando os recursos oriundos dessa operação serão repassados para a sua instituição financeira. Essa, por sua vez, repassará esses recursos para você dentro do prazo previsto no seu regulamento.

Nas quartas-feiras em que houver reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM), somente o Tesouro Selic (LFT) estará disponível para recompra pelo Tesouro Nacional, das 18 horas às 5 horas do dia seguinte. A possibilidade de recompra dos outros títulos pelo Tesouro Nacional será reaberta normalmente nos demais dias dessa semana.

O agendamento de venda poderá ser realizado a qualquer dia e hora, inclusive feriados e fins de semana. Com a liquidez diária no Tesouro Direto, você poderá agendar suas vendas para qualquer dia, e não apenas para às quartas-feiras, como ocorria antes da implementação da recompra diária. Os recursos provenientes dessas operações serão depositados na sua instituição financeira no dia útil subsequente à data programada para a transação, seguindo o mesmo fluxo de uma venda normal.

Títulos Públicos Disponíveis

O Tesouro Direto tem como objetivo disponibilizar às pessoas físicas títulos públicos em condições tão vantajosas quanto as que as instituições financeiras têm nos leilões tradicionais do Tesouro Nacional. Para isso, são ofertados os seguintes títulos:

Tesouro Prefixado (LTN): títulos com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra. Forma de pagamento: no vencimento;

• Tesouro Selic (LFT): títulos com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa média das operações diárias com títulos públicos registrados no sistema SELIC, ou, simplesmente, taxa Selic). Forma de pagamento: no vencimento;

• Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B): título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);

Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal): título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Não há pagamento de cupom de juros semestral. Forma de Pagamento: no vencimento;

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F): títulos com rentabilidade prefixada, acrescida de juros definidos no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

Para consultar as taxas e preços de cada um dos títulos em tempo real, acesse a tabela de Rentabilidade dos Títulos à Venda. Para mais informações, acesse o conteúdo Entenda cada Título e O Mercado de Títulos Públicos.

Nova nomenclatura dos títulos públicos
Manual da Nova Marca

Preços de Compra e Venda

O preço de compra dos títulos públicos é calculado com base nas taxas praticadas pelo mercado, apuradas para a data de liquidação da compra. O preço de venda pelo investidor ao Tesouro Direto é calculado pelo Tesouro Nacional com a aplicação de um spread sobre o preço de compra.

Os preços de compra e venda estão disponibilizados em Tabela de Preços e Taxas dos Títulos. O Tesouro Nacional pode alterar o preço dos títulos ofertados a qualquer momento. Os investidores que estiverem montando a sua cesta de títulos no momento da alteração dos preços receberão uma notificação com os preços atualizados. O investidor poderá confirmar a cesta de títulos com os novos preços, alterar as quantidades ou valores da cesta ou desistir da operação.

Modalidades de Compras do Tesouro Direto

Uma vez cadastrado no Programa, há três formas de operar o Tesouro Direto:

• Diretamente no site do Tesouro Direto: com a sua senha, você acessa a área restrita do site e negocia seus títulos públicos;

• Diretamente no site da instituição financeira: algumas instituições habilitadas integraram seus sites ao do Tesouro Direto, tornando-se um agente integrado. Isso significa que você pode comprar e vender títulos públicos no site da própria instituição financeira, em tempo real, com os mesmos preços e taxas do site do Tesouro Direto;

• Por meio de sua instituição financeira. Você autoriza sua instituição financeira a negociar títulos públicos em seu nome. Procure saber se a instituição que você escolheu oferece essa opção de investimento. Consulte sua instituição financeira para saber quais opções ela disponibiliza.

Limites de Compra e Venda

As compras tradicionais no Tesouro Direto deverão ser múltiplas de 0,01 título ou 1%. No ato da compra, o investidor pode optar por informar o valor financeiro ou a quantidade de títulos que pretende adquirir. Caso informe o valor financeiro, o sistema do Tesouro Direto o ajustará automaticamente para o valor mais próximo que represente uma quantidade de títulos múltipla de 0,01, já descontando as taxas de serviços cobradas. O investidor poderá confirmar a compra ou alterar novamente os valores informados até chegar ao montante desejado para investimento. O sistema possui uma trava para cifras abaixo de R$ 30,00. Isso significa que se o preço do título for tal que 1% dele totalize valor menor que R$ 30,00, não será possível realizar sua compra.

O segmento Compra Programada também obedece a parcela mínima de 0,01 ou 1% do preço unitário de cada título, desde que respeitado o limite mínimo de R$ 30,00 (trinta reais). No entanto, essa modalidade de compra só pode ser efetuada pelo valor financeiro.

O limite máximo de compra por investidor é de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) por mês. Este limite não deve ser considerado para cada título separadamente, mas sim para a carteira de títulos adquirida pelo investidor durante o mês. Nos meses de vencimento e de pagamento de juros de títulos adquiridos anteriormente no Tesouro Direto e que ainda estejam em sua carteira, o investidor poderá comprar títulos, se assim desejar, utilizando seu limite de R$ 1.000.000,00 mais o valor de resgate e dos juros dos títulos.

Exemplo: O investidor A possui o Tesouro Prefixado (LTN) em sua carteira, cujo valor nominal na data de vencimento (01/01/2014) totaliza R$ 100.000,00. Desta forma, durante o mês de janeiro (entre os dias 01 e 31) o limite máximo disponível para o investidor A será de R$ 1.100.000,00, equivalente ao limite máximo padrão, acrescido do valor bruto resgatado. Vale destacar que, no mês seguinte, o limite de compra do investidor A volta a ser de R$ 1.000.000,00, independentemente de ele ter utilizado ou não todo o seu acréscimo no mês anterior.

No Tesouro Direto não há limite para estoque. Isso significa que você poderá investir o montante que quiser, desde que respeitado o limite mensal de compra.

Compra por Valor Financeiro ou Quantidade de Títulos Públicos

Ao comprar os títulos públicos o investidor tem a opção de definir o valor da compra que deseja efetuar ou a quantidade de títulos que deseja adquirir. Seguem exemplos:

Compra por Valor Financeiro

Caso o investidor opte por definir o valor da compra, o próprio sistema ajustará a quantidade de títulos públicos de forma que seja respeitado o fracionamento dos títulos.

Exemplo: O investidor A em 25/11/2011 desejou comprar R$ 500,00 de Tesouro Prefixado (LTN) com vencimento em 01/01/2015.

• Preço unitário do Tesouro Prefixado  (LTN) em 25/11/2011: R$ 730,48

• Aplicação desejada: R$ 500,00

• Preço da fração de 0,2 título: R$ 146,096

• Fração de títulos equivalente a R$ 500,00: 0,68 título, o que não é viável.

• Aplicação ajustada p/ menos: R$ 438,29 (equivale a 0,60 de Tesouro Prefixado (LTN)

Compra por Quantidade de Títulos Públicos

Caso o investidor opte por definir a quantidade de títulos públicos que deseja comprar, o próprio sistema ajustará o valor financeiro da compra de forma que seja respeitado o fracionamento dos títulos.

Exemplo: O investidor B em 25/11/2011 desejou comprar 1,2 Tesouro Prefixado (LTN) com vencimento em 01/01/2015.

• Preço unitário do Tesouro Prefixado (LTN) em 25/11/2011: R$ 730,48

• Aplicação desejada: 1,2 Tesouro Prefixado (LTN)

• Preço da fração de 0,2 título: R$ 146,096

• Aplicação ajustada para compra de 1,2 Tesouro Prefixado (LTN): R$ 876,58

Forma de Pagamento das Compras de Títulos Públicos

Para adquirir títulos públicos no site do Tesouro Direto, o investidor deve acessar a área restrita do site ou o endereço eletrônico de sua instituição financeira (agente de custódia) integrada, observar os títulos públicos disponíveis (características, vencimentos, preços e taxas) e montar a sua carteira. Basta escolher os títulos e confirmar a compra. Após a confirmação da compra, não há como cancela-la. O pagamento das compras será efetuado por sua instituição financeira e, para isso, o investidor deverá supri-la dos recursos suficientes, no valor total da operação, de acordo com os prazos e regras por ela definidos e comunicados previamente ao investidor. O investidor deverá entrar em contato com o sua instituição financeira para saber os dados da conta na qual deve ter disponíveis os recursos.

Após a confirmação da compra, se o pagamento não for efetuado, o investidor receberá uma advertência (enviada pela CBLC - Central de Custódia da BM&FBOVESPA), por meio de e-mail, alertando-o quanto às penalidades previstas em caso de reincidência. Na segunda ocorrência de não pagamento, o investidor fica suspenso por 15 (quinze) dias, ou seja, não pode efetuar nenhuma compra no Tesouro Direto durante este período. Se houver outra reincidência, o tempo de suspensão é de 30 (trinta) dias. Da quarta reincidência em diante, o investidor será suspenso por 60 (sessenta) dias.

Caso o Investidor, após a advertência ou o término da suspensão, permaneça 60 (sessenta) dias sem ocorrência de não pagamento, passa a ser considerado como se não tivesse tido quaisquer ocorrências de não pagamento. O não recebimento do email de alerta em virtude de eventos alheios à BM&FBOVESPA e à STN não isenta o investidor das penalidades previstas, haja vista ser responsabilidade do investidor verificar a efetivação da compra.

O Investidor que estiver impedido de realizar novas compras no Tesouro Direto poderá apenas efetuar consultas e solicitar à sua instituição financeira (agente de custódia) movimentações de seus títulos em custódia.

Prazos de Liquidação

A liquidação é a última etapa do processo de compra e venda de ativos ou valores mobiliários, na qual se dá a transferência da propriedade do ativo e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido.

Liquidação da Compra

Os títulos adquiridos no Tesouro Direto estarão disponíveis no extrato do investidor, registrados, portanto, em CPF, após a liquidação do mercado, ou seja, às 17h de D+2, onde D é o dia da compra, que se estende de 9h00 de D até às 5h00 de D+1. Entre a data de compra e a data em que os títulos tornam-se disponíveis, o investidor poderá consultar o estágio do processo de liquidação da compra nas consultas de protocolos da área restrita do site do Tesouro Direto. Enquanto a compra dos títulos não é finalizada/liquidada, é visualizado o status "Em liquidação".

Liquidação da Venda

Já os recursos resultantes de venda antecipada de títulos estarão disponíveis na instituição financeira, a partir de 13h00 de D+1, onde D é o dia da venda, que se estende de 18h00 de D até às 5h00 de D+1.

A data e horário de depósito em sua conta dependerão dos procedimentos operacionais de sua instituição financeira.

Pagamento de cupom de juros e resgate no vencimento

Os recursos financeiros referentes ao pagamento de cupom de juros e ao resgate do título, por ocasião de seu vencimento, estarão disponíveis na sua instituição financeira (agente de custódia), a partir de 13h00 do mesmo dia de seu pagamento. A data e horário de depósito em sua conta dependerão dos procedimentos operacionais de sua instituição financeira.

Recompra de Títulos pelo Tesouro Nacional

A fim de conceder liquidez aos títulos públicos adquiridos no Tesouro Direto, o Tesouro Nacional realiza recompras diárias, das 18h às 5h do dia seguinte. Ou seja, o investidor pode vender antecipadamente os títulos adquiridos no Tesouro Direto ao Tesouro Nacional, diariamente.

Nas quartas-feiras em que houver reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), somente a LFT estará disponível para recompra pelo Tesouro Nacional das 18h às 5h do dia seguinte. Os outros títulos estarão disponíveis para recompra nos outros dias da semana, das 18h de D0 às 5h de D+1.

Além disso, em relação aos títulos que pagam juros semestrais (cupons de juros) - Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais (NTN-C) e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) - a compra será suspensa 3 (três) dias úteis antes do vencimento do cupom, enquanto que a venda pelo investidor (recompra) será suspensa 1 (um) dia útil antes. As negociações serão retomadas na data do vencimento do cupom, visto que a precificação é feita para D+1 e já contempla o pagamento do mesmo.

Não há prazo de carência para o investidor revender os títulos ao Tesouro Direto, nem limite do valor da recompra. Ressaltamos que os títulos públicos são recomprados aos preços de mercado na referida data. Se o investidor permanecer com os títulos até a sua data de vencimento, receberá o valor correspondente à rentabilidade pactuada no momento da compra, independente das variações de preço do título ao longo da aplicação. Entretanto, no caso da venda antecipada, o Tesouro Nacional recompra o título com base em seu valor de mercado. Logo, na venda antes do vencimento, o retorno da aplicação poderá ser diferente da acordada no momento da compra, dependendo do preço do título no momento em que o investidor decidir vender o título.

Acesse aqui mais informações sobre  O Mercado de Títulos Públicos.

Taxas

São 2 as taxas existentes no Tesouro Direto, sendo 1 cobrada pela sua instituição financeira e 1 cobrada pela BM&FBOVESPA, referentes aos serviços prestados.

A) Taxa cobrada pela BM&FBOVESPA:

Taxa de custódia de 0,25% a.a. sobre o valor dos títulos referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos. Essa taxa é provisionada diariamente a partir da liquidação da operação de compra (D+1). Por isso, é cobrada proporcionalmente ao período em que o investidor mantiver o título. Ademais, ela é cobrada até o saldo de R$5.000.000,00 por conta de custódia. Isso significa que se você tiver mais de R$5.000.000,00 aplicados no Tesouro Direto via uma única instituição financeira, essa taxa não mais será cobrada.

B) Taxa cobrada pela instituição financeira:

A taxa cobrada pela instituição financeira é livremente pactuada com o investidor. O Tesouro Direto disponibiliza em seu site um ranking com as taxas cobradas por cada instituição. Cabe ao investidor confirmá-las no momento da contratação. A taxa pode ser uma cobrada anualmente, modalidade mais comum, ou por operação. Para esclarecimentos quanto ao seu pagamento, contate a instituição financeira correspondente.

b.1) Taxa para o primeiro ano de aplicação (para taxas anuais): cobrada quando da compra dos títulos, sobre o valor da transação (preço unitário dos títulos vezes a quantidade adquirida), para o primeiro ano de aplicação, que finda em D+1+365 dias (onde D é o dia da compra). Caso o investidor venda o título antes de completar um ano de sua aquisição, essa taxa não é devolvida. Caso o título adquirido tenha prazo de vencimento inferior a um ano, a taxa cobrada no momento da compra é proporcional ao prazo do papel.

b.2) Taxa para demais anos de aplicação (para taxas anuais): depois do primeiro ano de aplicação (D+1+365), as taxas passam a ser acumuladas diariamente e, por isso, são proporcionais ao período em que o investidor mantiver os títulos em carteira.

Em relação ao modo de cobrança, em regra geral, para títulos adquiridos a partir de 06.04.2009, as taxas são cobradas semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, quando o valor das taxas de toda a carteira ultrapassar R$ 10,00, ou, por título, na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros e vencimento do título) ou na venda antecipada, o que ocorrer primeiro. Enquanto esses eventos não ocorrem, as taxas devidas são diariamente acumuladas no extrato, sob o status de devida, o que, não quer dizer que é exigido o pagamento imediato. As informações sobre o recolhimento dos recursos para o pagamento das taxas devem ser obtidas junto à sua Instituição Financeira (Agente de Custódia).

De maneira detalhada, a cobrança ocorre da seguinte maneira:

1) Em eventos de custódia (resgate do principal, pagamento de juros) e venda antecipada, o que ocorrer primeiro, são cobradas as taxas acumuladas até então, relativas aos títulos envolvidos na operação, independente do valor acumulado por título; e

2) Quando a soma das taxas devidas de todos os títulos em carteira à BM&FBOVESPA e à instituição financeira (agente de custódia), por conta (em cada agente de custódia), ultrapassar R$ 10,00, será feita a cobrança no 1º dia útil de janeiro ou 1º dia útil de julho, o que ocorrer primeiro.

Tributação

Os impostos cobrados sobre as operações realizadas no Tesouro Direto são os mesmos que incidem sobre as operações de renda fixa, como fundos de investimento e CDBs: o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), para resgates da aplicação em menos de 30 dias, e o Imposto de Renda (IR), com alíquota regressiva a depender do prazo do investimento, da seguinte maneira:

i) 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;

ii) 20% para aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;

iii) 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;

iv) 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

Há incidência de impostos sobre os rendimentos financeiros auferidos na venda antecipada, no pagamento de cupom de juros (O IOF não incide sobre os cupons de juros; somente o IR) e no vencimento dos títulos.

Os dias para efeito de incidência de imposto de renda são contados a partir da data da compra. Portanto, com relação aos cupons de juros, serão aplicadas as alíquotas do Imposto de Renda previstas, com o prazo contado a partir da data de início da aplicação.

Clique aqui para ter mais detalhes sobre a tributação no Tesouro Direto.

Saldos e Extratos do Investidor

O investidor do Tesouro Direto pode obter extratos e consultar saldos a qualquer tempo. Para fazê-lo basta acessar a área restrita do site do Tesouro Direto (após inclusão de CPF e senha), clicar na opção CONSULTAR do MENU SUPERIOR e selecionar o item EXTRATO CONSOLIDADO. Como os títulos públicos são marcados a mercado, o extrato/saldo do investidor reflete o preço de mercado dos títulos. Desta forma, havendo queda nos preços negociados no mercado, o saldo do investidor cairá. Por outro lado, se houver valorização do título, o saldo do investidor irá se elevar.

Entre a data de compra e de vencimento, o preço do título flutua em função das condições do mercado e das expectativas quanto ao comportamento das taxas de juros futuras. Um aumento na taxa de juros de mercado em relação à taxa que foi comprada pelo investidor provocará uma queda no preço do título. Já uma diminuição na taxa de juros proporciona o efeito contrário.

O valor do título na carteira do investidor é atualizado considerando essas variações. O título é atualizado de acordo com o valor que ele é negociado no mercado secundário no momento, procedimento conhecido como marcação a mercado. Desta forma, havendo queda nos preços negociados no mercado, o saldo do investidor cairá. Por outro lado, se houver valorização do título, o saldo do investidor irá se elevar. Essa é a mesma mecânica dos fundos de investimento, que fazem a marcação a mercado de seus ativos, com base em determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de valores mobiliários.

Se o investidor permanecer com os títulos até a sua data de vencimento, receberá o valor correspondente à rentabilidade pactuada no momento da compra, independente das variações de preço do título ao longo da aplicação. Entretanto, no caso da venda antecipada, o Tesouro Nacional recompra o título com base em seu valor de mercado. Logo, na venda antes do vencimento, o retorno da aplicação poderá ser diferente da acordada no momento da compra, dependendo do preço do título no momento em que o investidor decidir vender o título.

 

Caso queira, você também pode consultar o Regulamento do Tesouro Direto, publicado pela Portaria STN nº 124, de 6 de março de 2015.



   

INDICADORES DE MERCADO
Selic, IPCA, Dólar, Ibovespa, etc...